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sábado, 11 de junho de 2011

EXERCÍCIOS DE AQUECIMENTO

Todo exercício de aquecimento serve para duas coisas: 1ª) o aquecimento dos músculos do corpo como próprio nome diz e 2ª) estimular a concentração dos atores, uma vez que cada um dos exercícios trabalha com a postura, o olhar, o andar e os gestos feitos na perspectiva de além aquecer, fazer concentrar os atores. Os principais exercícios de concentração são:

a-1) Movimentar o corpo em Circulo (girando em quatro pontos) ou Triângulo (girando em três pontos) - O exercício consiste em girar no sentido horário e voltando no sentido anti-
horário (em quatro ou em três pontos) todas as juntas do corpo (1º) um pé e depois outro; 2º) as mãos e depois a outra; 3º) o quadril; 4º) a cabeça, pode-se rodar também os cotovelos) (duração - de 10 a 15 minutos).

Observação - Este exercício pode ser feito em pé ou sentado (neste caso para mexer os pés e as mãos há ajuda das mãos) (com as mãos, sua duração é de 15 a 20 minutos).

a-2) Atingir o objetivo I - O ator anda tal qual um manequim (peito para fora, barriga para dentro, ombros retos, pé ante pé, braços em movimentos regulares, cabeça virada para frente e o ator tem um andar firme e preciso), olhando para um ponto, indo até ele, e ao atingi-lo, fixar-se em outro ponto, e ao chegar a este, fixar-se em outro e assim por diante.(duração - 10 minutos)

Observação - O ator não deve conversar, olhar para o lado, fazer curva ou desviar de seu caminho, quando tiver cruzando com outro ator deve esperar, dando uma parada estratégica, que o outro passe para continuar a sua rota.

a-3) Atingir o objetivo II - Segue o exemplo do exercício acima em quase tudo somente difere do outro, porque ao invés de atingir o objetivo, quebra-se na metade do caminho, portanto o ator se fixa num objetivo e anda até a metade deste e quebra para esquerda ou direita, então se fixa em outro objetivo e quebra na metade para esquerda ou direita e assim por diante.(duração - 10 minutos)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

RELAXAMENTO - Por: Diana Goulart:



Atenção: Os exercícios aqui apresentados não substituem, em nenhuma hipótese, uma aula com um professor de canto. Os principais objetivos deste site são: Mostrar a importância de estudar técnica vocal, tanto para o cantor profissional como para o amador.

Mostrar que é possível estudar técnica vocal voltada especificamente para o canto popular. É claro que alguns pontos vão ser iguais aos do canto lírico (afinal, o instrumento é o mesmo!), mas a forma de apresentar os exercícios é diferente - segue a estética da música popular.
Oferecer aos alunos de canto popular uma espécie de "apostila". Assim eles poderão intensificar o treinamento feito em aula, otimizando o aprendizado.

Iniciar um processo de troca de idéias entre alunos, cantores, professores de canto e outros profissionais da voz. O relaxamento evita que você sobrecarregue o seu corpo com tensões e desgastes desnecessários. E no caso do cantor, o seu instrumento é o próprio corpo! Você estuda, trabalha, namora, enfrenta o trânsito ... É claro que é quase impossível estar permanentemente relaxado. E o pior é que muitas vezes você não se dá conta do quanto esta tensão se reflete nos seus músculos - principalmente pescoço, ombros e costas. A nossa idéia é facilitar a consciência corporal - quer dizer: com estes exercícios, você pode melhorar a percepção do que acontece com seu corpo num dado momento. Estes exercícios não foram inventados por mim, mas reunidos em diversas aulas de canto, de yoga e de tai-chi. Existem várias formas de relaxar, e acredito que o melhor é ir experimentando estas (e outras) diferentes maneiras, até encontrar as suas técnicas preferidas. 

Observação: Tente adquirir o hábito de "monitorar" a tensão muscular. Você pode fazer isso em qualquer situação do dia-a-dia: observe sua postura, por exemplo, ao digitar ou segurar o mouse. Será que não está dispendendo mais energia do que o necessário? Faça uma pausa de alguns minutos, use um destes exercícios e retorne ao trabalho.

Exercício 1: Bem devagar, faça movimentos com a cabeça: primeiro para a frente, como se fosse encostar o queixo na base do pescoço; para trás, fazendo o queixo apontar para o teto; para cada um dos lados, como se fosse levar cada orelha ao ombro (atenção: não eleve o ombro, é a cabeça que se move!).

Exercício 2: Sempre devagar, faça movimentos de rotação com a cabeça. Deixe os ombros relaxados. Se ficar tonto, leve a ponta da língua ao céu da boca e aperte.

Exercício 3: Faça movimentos circulares de rotação com os ombros - primeiro de trás para a frente, depois invertendo a direção.

Exercício 4: Em pé, procure alcançar o teto com as mãos. Tente sentir a musculatura se alongando, especialmente a dos braços e as lateraisl do tronco. Então, deixe o corpo "desabar" para a frente, com as mãos em direção ao solo. Deixe a cabeça relaxada também (não tente olhar para a frente). Vá então levantando bem devagar, começando sempre pela cintura - a cabeça será a última a voltar à posição ereta.

Exercício 5: Esfregue as mãos para aquecê-las. Massageie então o seu pescoço, começando atrás das orelhas e descendo até os ombros. Descubra onde estão os pontos mais tensos e tente "acalmá-los" com as pontas dos dedos.

Exercício 6: Deitado, contraia apenas os dedos dos pés. Observe a sensação de estar assim tenso. Então, relaxe os dedos. Agora, observe bem a diferença entre estar tenso e relaxado. Repita esta experiência com cada parte do corpo - pé, batata da perna, joelho, até chegar ao rosto. Tente vivenciar plenamente o contraste entre tensão e relaxamento.  

A importância dos alongamentos Por Patrícia Bressan Gennari.


O que é o alongamento?

Alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação. Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior sua flexibilidade.
Segundo Bruna Joaquim Carneiro, professora de educação física e nutricionista, o alongamento é uma prática fundamental para o bom funcionamento do corpo, proporcionando maior agilidade e elasticidade, além de prevenir lesões.
Essencial para o aquecimento e relaxamento dos músculos, deve ser uma atividade incorporada ao exercício físico, mas também pode ser praticado sozinho.
Qualquer pessoa pode aprender a fazer alongamentos, independentemente da idade e da flexibilidade, segundo Bruna Caneiro mesmo quem apresenta algum problema específico, como LER ou hérnia de disco também pode fazer alongamentos, mas com menos intensidade. Não é preciso grande condição física ou habilidades atléticas.
Os alongamentos podem ser feitos sempre que se sentir vontade, uma vez que relaxam o corpo e a mente.
Quando feitos de maneira adequada os alongamentos trazem os seguintes benefícios:
-reduzem as tensões musculares;
-relaxam o corpo;
-proporcionam maior consciência corporal;
-deixam os movimentos mais soltos e leves;
-previnem lesões;
-preparam o corpo para atividades físicas;
- Ativam a circulação.
No caso de estudantes eles podem ser feitos até no intervalo das aulas, o alongamento ajuda na respiração, facilitando a circulação sanguínea o que aumenta o raciocínio.
Como deve ser feito?
A respiração é fundamental: quando se respira fundo aumenta-se o relaxamento muscular. É a respiração que dá o ritmo ao exercício e por isso deve ser lenta e profunda.
Deve-se respeitar os seus limites. Forçar o alongamento pode causar lesões nos músculos e tendões. Não se preocupe em alongar até ao limite. Aos poucos você vai ganhar flexibilidade.
Regularidade e relaxamento são ingredientes obrigatórios para um bom alongamento. Aprenda a introduzi-lo em sua rotina. É possível alongar enquanto se faz outras coisas como ler ou ver TV.
Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.
Por que fazer alongamentos?
Tanto uma vida sedentária, como a prática de atividade física regular intensa, em maior ou menor grau, promovem o encurtamento das fibras musculares, com diminuição da flexibilidade. Quanto à atividade física, esportes de longa duração como corrida, ciclismo, natação, entre outros, fortalecem os músculos, mas diminuem a sua flexibilidade.
 Nos dois casos, a conseqüência direta desse encurtamento de fibras é a maior propensão para o desenvolvimento de problemas em ossos e músculos. Provavelmente, a queixa mais freqüente encontrada tanto entre sedentários, como entre atletas, é a perda da flexibilidade provocando dores lombares, por encurtamento da musculatura das costas e posterior das coxas, associado a uma musculatura abdominal fraca.
Com a prática regular de alongamentos os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e dos esportes, prevenindo o desenvolvimento de lesões musculares.
Quando alongar?
É importante alongar adequadamente a musculatura antes e também depois de uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos pode também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.
Como alongar?
Antes de tudo, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões. Inicie o alongamento até sentir uma certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando de 30 á 40 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves.
            O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar mais o músculo evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. Bruna Carneiro ressalta que o ideal é combinar a prática do alongamento a uma atividade aeróbica, como, por exemplo, a caminhada.

TÉCNICAS DE AQUECIMENTO VOCAL UTILIZADAS POR PROFESSORES DE TEATRO!


















Técnicas de aquecimento vocal utilizada por professores de teatro Bianca Aydos (1) , Eliana Midori Hanayama (2)

(1) Especialista em VOZ. Fonoaudióloga em clínica particular.
(2) Especialização em Fonoaudiologia clínica pela Universidade de Kyoto, Japão, mestre em Ciências pela USP. Professora em cursos de especialização em Motricidade Oral e Voz e Fonoaudióloga Clínica.

RESUMO

Objetivo: este trabalho teve como objetivo conhecer as técnicas vocais utilizadas por professores no aquecimento vocal e compará-las com o que é descrito na literatura.
Métodos: a pesquisa foi realizada com 15 professores de teatro do RS, por meio de um questionário.
Resultados: dos 15 professores, 12 (80%) utilizam exercícios de aquecimento vocal. Três (25%) utilizam 15 a 20 minutos; seis (50%) fazem 10 minutos de exercícios vocais por aula e os outros (25%) utilizam 20 a 30 minutos para o aquecimento vocal.As técnicas citadas pelos professores são variadas e a maioria é encontrada na literatura, porém nem todas são efetivas e referidas para o aquecimento vocal.
Conclusão: tendo em vista os objetivos dos exercícios de aquecimento, é importante diferenciá-los de técnicas utilizadas em aula para melhorar a performance vocal na interpretação, já que, para realizar determinadas técnicas, é fundamental que o aparelho fonador esteja preparado para uma melhor articulação e produção vocal.

DESCRITORES: Voz/fisiologia; Qualidade da voz; Cordas vocais/fisiologia; Prática profissional

n  INTRODUÇÃO
O fonoaudiólogo tem habilitação para ser ator coadjuvante dentro de escolas e grupos de teatro. Porém isso ainda não é uma realidade1. Os professores geralmente atuam sozinhos e alguns aplicam exercícios sem conhecer a fisiologia dos mesmos. Estes, por vezes, tornam-se nocivos para o trato vocal1. A falta de informação, ou uma informação inadequada, podem ser frutos de orientação duvidosa, fazendo dos atores verdadeiros fantoches vocais2. A laringe é um órgão delicado e suscetível a lesões por mau uso e abuso da voz, principalmente quando não existe preparação adequada.
Portanto, o aquecimento e o desaquecimento da musculatura envolvida na fonação são fundamentais para a saúde e performance vocal 3-5. O fonoaudiólogo pode complementar o trabalho de professores de teatro orientando sobre anatomia e fisiologia do aparelho fonador e técnicas vocais adequadas3.
A atividade fonoaudiológica, dentro de grupos de teatro, visa o aperfeiçoamento vocal e também a prevenção de alterações na voz6. Para que a orientação seja mais efetiva dentro dos cursos de teatro, faz-se necessário verificar se os professores realizam aquecimento vocal e então conhecer as técnicas utilizadas por eles no aquecimento vocal e compará-las com o que é descrito na literatura.

Fonoaudiologia e Teatro
Existem algumas barreiras quanto à atuação do fonoaudiólogo em grupos formado por atores. A solicitação do trabalho pode parecer consciente por parte do grupo, porem é uma conscientização camuflada, pois poucos entendem qual a função do fonoaudiólogo7.
É função do fonoaudiólogo conscientizar e preparar vocalmente quem utiliza a voz como instrumento de trabalho,prevenindo problemas vocais. Também deve esclarecer os atores sobre suas potencialidades vocais, desenvolvendo a respiração, postura, relaxamento e higiene vocal, associado a um trabalho de ressonância, articulação, projeção vocal, entre outros8. A realidade mostra que o ator dificilmente toma cuidados com o preparo vocal3.

Aquecimento vocal
A finalidade é de aquecer a musculatura das pregas vocais, realizando exercícios de respiração e de voz antes de uma atividade intensa, evitando um quadro de fadiga vocal que pode levar, muitas vezes, a lesões9-10. São fundamentais na estética vocal de profissionais da voz 6.
Os exercícios de aquecimento vocal têm como principais objetivos: possibilitar correta coaptação das pregas vocais, resultando em uma qualidade vocal com maior componente harmônico; diminuir o fluxo transglótico por Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.1, 83-8, jan-mar, 2004

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meio de uma inspiração rápida e curta e uma expiração controlada; permitir maior flexibilidade das pregas vocais para alongar e encurtar durante as variações de freqüência; deixar a mucosa mais solta, dar mais intensidade e projeção à voz; proporcionar uma melhor articulação dos sons, reunindo melhores condições de produção vocal11.
Técnicas vocais são um conjunto de procedimentos facilitadores da voz, que estão incluídos em toda a conduta fonoaudiológica: prevenção, reabilitação e aperfeiçoamento vocal. Com o entendimento da anatomia laríngea e da fisiologia fonatória é possível escolher as técnicas mais adequadas para o treinamento vocal.
O conhecimento e a atualização das técnicas vocais existentes e fisiologicamente mais equilibradas proporcionam a longevidade da voz, tornando-se um fator imprescindível nos trabalhos de aperfeiçoamento vocal 6.
Técnicas vocais são pouco conhecidas e utilizadas pela maioria dos profissionais da voz, pois infelizmente ainda existem muitos coros amadores (e até profissionais) que não praticam exercícios de aquecimento vocal.
As bases das técnicas vocais são constantes e universais,e tem como objetivo desenvolver meios facilitadores da voz através de: relaxamento, respiração, coordenação entre relaxamento e respiração, articulação, ressonância e projeção vocal. É um momento de unificação de sensações através do relaxamento global, corporal e mental, e não apenas vocal, proporcionando  assim um clima de ensaio4,6. Outros autores consideram a importância da prontidão dos músculos do trato vocal para a realização de ajustes fonatórios. Portanto, sugerem que o corpo esteja livre de tensões indesejadas, o que não significa estar relaxado12.
Pesquisas de campo citam a efetividade do aquecimento vocal, principalmente para cantores. Poucas referências são encontradas mencionando outros profissionais, como por exemplo os atores de teatro5.
O aquecimento vocal para atores de teatro, citado por Quinteiro12, difere das técnicas citadas por outros autores. Ela utiliza e emissão de vogais, considerando pontos corporais.

MÉTODOS
A pesquisa foi realizada com 15 professores de teatro do estado do Rio Grande do Sul. Os professores receberam um questionário fechado para responderem, após assinatura de consentimento informado. Este continha perguntas objetivas e descritivas.Para seleção dos professores não foram utilizados critérios de exclusão, ou seja, não houve restrição quanto às modalidades de atuação como teatro amador universitário ou profissional e nem quanto ao tempo de experiência.
O questionário foi aplicado nos locais de atuação, fora dos horários de aula. A pesquisa foi realizada durante os meses de dezembro de 2002 e janeiro e fevereiro de 2003.Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica com o nº 010/03.

Questionário Aplicado
Nome:
Data de Nascimento:
Formação:
Curso de teatro: ( ) completo ( ) incompleto
Tempo?
Onde?
( ) 3º grau ( ) completo ( ) incompleto
Qual curso?
Onde?
( ) Pós graduação ( ) Mestrado
( ) Doutorado
1.Tempo de atuação como professor?
2. Local de trabalho?
3.Utiliza exercícios para aquecimento vocal?
( ) sim ( ) não
4.Quantos minutos por aula?
5.Quais Exercícios? Descrever os cinco mais importantes
preenchendo o quadro:
Nome
Como é realizado
Objetivo do exercício

n  RESULTADOS
Do total de 15 professores, 12 (80 %) utilizam exercícios de aquecimento  vocal.O tempo utilizado para os exercícios de aquecimento varia de 10 a 30 minutos. Três (20%) entrevistados utilizam 15 a 20 minutos; seis (50%) fazem 10 minutos de exercícios vocais por aula e os outros (25%) utilizam 20 a 30 minutos para o aquecimento vocal. A tabela 1 mostra os exercícios citados pela amostra. Cada professor mencionou no mínimo 4 técnicas:

n  DISCUSSÃO
Segundo a literatura, o aquecimento vocal é citado como fator importante no momento em que antecede o uso da voz profissional. Tem como principal objetivo reunir melhores condições de produção vocal 5-6, 12-13.
Em uma pesquisa realizada com um grupo de coralistas, to-Aydos B, Hanayama EM, Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.1, 83-8, jan-mar, 2004

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das responderam, após atuação fonoaudiológica, que o aquecimento vocal aplicado pela regente e fonoaudiólogas é muito importante para o desempenho enquanto cantoras14. Nesta pesquisa 12 (80%) dos 15 (100%) professores utilizam exercícios de aquecimento.
Os exercícios de aquecimento vocal ocorrem, em média, durante 15 minutos 5,11-12,14-15. Três (25%) entrevistados utilizam 15 a 20 minutos. O tempo utilizado pelos professores para realizar os exercícios de aquecimento vocal varia de 10 a 30 minutos. Seis (50%) fazem 10 minutos de exercícios vocais por aula e os outros três (25%) de 20 a 30 minutos.
Portanto a metade dos professores entrevistados executa os exercícios em tempo inferior ao que é descrito. Quanto às técnicas utilizadas, a vibração de língua foi citada por cinco professores e é mencionada, por alguns autores, como um dos principais exercícios para aquecimento vocal. Ela permite melhor efetividade glótica e maior irrigação sangüínea dos tecidos 10,12,15-16.
É sugerido que se realize a vibração com lábios protuídos, fazendo um bico, e não lateralizando-os, já que esta postura causa tensão na musculatura da face, do pescoço e conseqüentemente da laringe16.
O som vibrante de garganta não foi encontrado na literatura, portanto é mais adequado utilizar exercícios de vibração de língua e lábios, pois estes são efetivos e têm explicação fisiológica.A utilização dos sons nasais foi mencionada por seis professores e, conforme a literatura, auxiliam na coaptação glótica, permitindo a percepção das vibrações da face com foco maior no nariz, servindo como facilitador para a projeção vocal 10,16. Portanto, não é possível vibrar o peito e o diafragma com o som nasal, como foi referido por três professores..
Exercícios respiratórios são extremamente importantes para a performance vocal de um ator, por isso, segundo alguns autores, devem estar incluídos no processo de aquecimento da voz e da musculatura respiratória, com exercícios de inspiração rápida e expiração prolongada. O intuito é de flexibilizar e desenvolver o domínio dos músculos da respiração. Podem ser utilizados sons
fricativos surdos4,10-11,16. Exercícios de inspiração e expiração, citados por 6 professores, asseguram um fluxo contínuo auxiliando na redução de tensões laríngeas e evitando o fechamento da glote antes da iniciação da fonação.
O apoio e o suporte respiratórios são fundamentais para cantores e atores 6. Usar palavras ou frases e ir aumentando o volume murmurando, foi referido por 5 entrevistados.
No aquecimento vocal do canto, o controle da intensidade deve ser trabalhado utilizando sons nasais, vibrantes e vocalizações, variando de forma a aumentar e diminuir lentamente a intensidade sem variar a freqüência 11,16.
Foram citados exercícios de fazer caretas, movimentar a maxila, exercitar a língua com movimento circular dentro da boca no sentido horário e anti-horário, arrastando-a para fora e para dentro. Estas técnicas foram des- Técnicas de aquecimento vocal no teatro

Tabela 1 - Descrição dos exercícios mais citados e o número de sujeitos que relataram utilizar os exercícios Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.1, 83-8, jan-mar, 2004

Quantos Exercícios citados utilizam
Som vibrante de língua 06
Som nasal 06
Respiração- inspiração e expiração 06
Empinar pandorga – murmurar vogais, palavras e frases elevando a intensidade 05
Som frontal, nasal, peitoral e diafragmático soltar o /m/ com a mão na cabeça fazendo
o crânio vibrar. Após vibrar nariz, peito e diafragma 03
Circular da língua dentro da boca no sentido horário e anti-horário e para fora 03
Emitir vogais do mais grave ao mais agudo:
Projeção vocal com A E I O U 03
Trava línguas e frases complicadas 03
Fazer caretas, movimentar a maxila e exercitar a língua liberando tensões 02
Pêndulo (jogar o corpo para baixo e soltar
a respiração) 02
Triangulo dos sentimentos: relaxa a máscara, língua, lábios, ombros e pescoço 02
Uso de consoantes diferenciadas para melhorar a articulação e dicção (p,b,d,t,m,n,z,s) 01
Articular palavras com lápis ou rolha entre os dentes 01
Projetar a voz com palavras e frases para o fundo do palco 01
Vibrante de garganta 01
Falar sílabas la le li lo lu 01
Cantar para ninar 01
Espreguiçar e bocejar 01
Deslocamentos corporais e vocais pelo espaço 01
Som basal 01
Ressonância com ua e oia vibrando no peito, entre os olhos e na testa 01 Emissão de vogais: com a mão no abdômen, coluna e costelas emitir consoantes “P” e “T” associada a vogais 01 Esfregar as mãos e massagear o rosto e couro cabeludo em movimentos circulares 01 Técnica do chiclete: mascar chiclete para aquecer os músculos da face e da boca 01 Repetição de palavras fáceis 01

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Crias como exercícios teoricamente úteis no fortalecimento da língua, diminuindo o esforço vocal durante a fala 4,10,12, 15-17. Porém os autores que escrevem sobre aquecimento e desaquecimento vocal no canto não relatam tais técnicas para aquecimento. Três dos entrevistados citaram a emissão de vogais do mais grave ao mais agudo.
Esta é descrita, por alguns autores, como técnica de aquecimento vocal para o canto e sugerem realizar escalas ascendentes com vibração de lábios e língua e som nasal. Para trabalhar a projeção vocal com A E I O U, os mesmos autores aconselham prolongar vogais nota por nota em fraca intensidade para controle da pressão glótica 6,11,12.
Na pesquisa foram citados exercícios para trabalhar a ressonância com “ua”, “oia” vibrando no peito, entre os olhos e na testa e também a emissão de vogais com a mão no abdômen, coluna e costelas. O aquecimento vocal para atores de teatro, citado por Quinteiro2. difere das técnicas citadas por outros autores. Com relação aos exercícios com vogais, a autora ensina associar a emissão com a colocação dos dedos em diferentes pontos do corpo, visando uma melhor amplificação do som.
Um professor citou a repetição de palavras fáceis, porém é muito mais adequado utilizar o exercício de trava línguas e frases complicadas. Estes são encontrados na literatura como exercício para melhorar a articulação e são
mais usados no desaquecimento vocal11.
Alguns autores utilizam exercícios corporais para quebrar padrões de tensão corporal antes de realizar exercícios específicos, no caso, para o canto. O corpo deve estar livre de tensões indesejadas, o que não significa estar  relaxado (15). Portanto, o exercício do pêndulo, citado por dois dos professores, onde o indivíduo joga o corpo para baixo e solta a respiração, também é utilizado como aquecimento para liberar tensões.
Movimentos amplos do corpo, espreguiçando-se e fazendo o alongamento de todo o corpo, sempre associado à respiração, é sugerido10-12. Uso de consoantes diferenciadas para melhorar a articulação e dicção, referida por um professor, corrobora com o que é descrito. Exercícios de repetição precisa e em velocidade maior de seqüência silábica com diferentes combinações de consoantes são utilizados para trabalhar a dicção após o aquecimento da voz16.
Dois dos entrevistados descreveram o “triangulo dos sentimentos” para relaxar a máscara, a língua,lábios, ombros e pescoço. Técnicas de expressões faciais visam a liberação das tensões na região facial. O movimento da mandíbula propicia a liberação dos articuladores da fala e melhora a ressonância para
uma emissão facilitada 6 Articular palavras com lápis ou rolha entre os dentes é descrita como técnica da sobrearticulação, que visa a redução da hipertonicidade laríngea através de um melhor aproveitamento das estruturas supraglóticas16-17.
É importante que o aplicador das técnicas afaste problemas relacionados à articulação tempromandibular, antes de realizar o exercício16. Este exercício não é mencionado como técnica para aquecimento vocal. Projetar a voz, com palavras e frases para o fundo do palco, é citada como técnica de projeção vocal, que auxilia no aperfeiçoamento e no desenvolvimento de um maior alcance da voz, de acordo com a necessidade do individuo em diferentes ambientes 6. O bocejo espreguiçando-se é mais referido no desaquecimento vocal18. Somente um autor sugere utilizálo no aquecimento10. A técnica do bocejo-suspiro auxilia na projeção vocal, reduz ataque vocal brusco, propiciando um ajuste motor mais equilibrado das estruturas do aparelho fonador. Na fase de suspiro ocorre o relaxamento das estruturas, proporcionando uma emissão livre de tensões 5-6,15-17.
Deslocamentos corporais e vocais pelo espaço é citada como técnica que visa a liberação de tensão corporal, facilitando a emissão vocal 6. O som basal ou vocal fry é utilizado como recurso terapêutico e não é citado como exercício de aquecimento vocal 16-17. Realizá-lo em longa duração poderia levar ao decréscimo da freqüência fundamental habitualmente utilizada pelo indivíduo na fala espontânea, gerando fadiga vocal do músculo tireoaritenoideo16. A atividade de esfregar as mãos massageando o rosto e o couro cabeludo em movimentos circulares, são mencionados na literatura4, 11.
Porém é importante lembrar que o corpo deve estar livre de tensões, o que não significa esta totalmente relaxado. Relaxamento e massagem são contraindicados para desenvolver atividades normais de fala. Dessa forma supõe-se que atores que utilizam a fala para encenar devem evitar esse tipo de exercício12. Um professor utiliza a técnica de mascar chiclete para aquecer os músculos da face e da boca. O método mastigatório não tem objetivo de relaxar. A utilização de chiclete associado à mastigação exagerada, sonorizada
com som nasal ou não, é indicado como exercício de aquecimento vocal e de aumento de resistência para fala prolongada. É usado para o equilíbrio da produção vocal, visando a mudança da qualidade da voz de forma global11,17.
Outra referência relata que esta técnica, além de permitir adução efetiva e projeção vocal, também desenvolve coordenação de movimentos e soltura das estruturas fonatórias 16.

n  CONCLUSÃO
A presente pesquisa permitiu concluir que a maioria dos professores entrevistados utiliza exercícios de aquecimento vocal. As técnicas citadas pelos professores são variadas e a maioria é encontrada na literatura, porém nem todas são efetivas para o aquecimento vocal.
Os exercícios de aquecimento da voz sugeridos por alguns autores são direcionados para cantores, mas também servem para atores de teatro. Mesmo assim é importante que as técnicas Aydos B, Hanayama EM, Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.1, 83-8, jan-mar, 2004

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sejam adaptadas para atores. Tendo em vista os objetivos dos exercícios de aquecimento, é importante diferenciá-los de técnicas utilizadas em aula para melhorar a performance vocal na interpretação já que, para realizar determinadas técnicas, é fundamental que o aparelho fonador esteja preparado
para uma melhor articulação e produção vocal.
Algumas técnicas citadas na literatura sugerem trabalhar a extensão vocal, já que são descritas para cantores. Talvez esse tipo de técnica não seja adequada para atores. Por isso faz-se importante adaptar e trocar por exercícios próprios para a voz falada. Este trabalho sugere, para uma próxima pesquisa, averiguar como são realizados estes exercícios e se os professores conhecem a fisiologia dos mesmos.
Faz-se necessário saber se estes exercícios são aplicados de forma adequada e sem esforço para não comprometer o aparelho fonador.Esta pesquisa foi importante para esclarecer a idéia que os professores de teatro têm sobre exercícios de aquecimento vocal demonstrados por meio das técnicas que
realizam. É fundamental qu o ator seja bem orientado e assuma o aperfeiçoamento vocal com mais seriedade, buscando sempre que possível a orientação de fonoaudiólogos que se dedicam ao estudo da voz.

n  REFERÊNCIAS
1. Quinteiro E. Os atores de teatro falam de suas vozes. In: Ferreira LP, Morato EM, Quinteiro E. Voz Profissional. O profissional da voz. 2a ed. rev. São Paulo: Pró-Fono; 1998. p. 137-58. 2. Quinteiro ED. Estética da voz: uma voz para o ator. São Paulo: Summus, 1989.
3. Nascimento MA, Ferreira LP. A voz num contexto não terapêutico: Visão do Fonoaudiólogo. In: Ferreira LP, Costa HO. Voz ativa: falando sobre o profissional da  voz. São Paulo: Roca; 2000. p. 163-80.4. Amim E. Espiresz S. Atuação do fonoaudiólogo no CORALUSP. In: Ferreira, LP. SILVA, MAA. Saúde vocal- práticas fonoaudiológicas. São Paulo: Roca; 2002. p.119-32. 5. Mota ACG. Aquecimento e desaquecimento vocal.
[monografia on line]. São Paulo: CEFAC; 1998. [cited 2003 Jan 31]. Available from URL: http://www.cefac.br/ teses.php. 6. Pedroso MIL. Técnicas vocais para profissionais da voz. In: Ferreira LP, Costa HO. Voz ativa:
Falando sobre o profissional da voz. São Paulo: Roca; 2000. p. 119-35. 7. Bernhard CCL. A fonoaudiologia no teatro. In: Ferreira LP. Trabalhando a voz: vários enfoques em fonoaudiologia. São Paulo: Summus; 1988. p.50-3. 8. Quinteiro EA. Atores e fonos – um ponto de encontro. In: Ferreira LP. Trabalhando a voz: vários enfoques em fonoaudiologia. São Paulo: Summus; 1988. p.54-60.
9. Costa HO, Andrada e Silva MA. Voz cantadaevolução, avaliação e terapia fonoaudiológica. São Paulo: Lovise; 1998. p 167. 10. Gonçalves N. A importância do falar bem. A expressividade do corpo, da fala e da voz valorizando a comunicação verbal. São Paulo: Lovise; 2000.
11. Francato A, Nogueira J, Pela SM, Behlau M. Programa de aquecimento vocal. In: Marchesan IQ, Zorzi JL, Gomes ICD, organizadores. Tópicos de fonoaudiologia  III. São Paulo:CEFAC - Lovise; 1996. p. 529-36.
12. Scarpel RD’A, Pinho SMR. Aquecimento e desaquecimento vocal. In: Pinho SMR. Tópicos em fonoaudiologia. São Paulo: Guanabara Koogan; 2001. p.97-104. 13. Souza MTS, Ferreira LP. Um século de cuidados com
a voz profissional falada:
A contribuição da fonoaudiologia. In: Ferreira LP, Costa HO. Voz ativa falando sobre o profissional da voz. São Paulo: Roca; 2000. p.1-19.

RESUMO

Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi conhecer as técnicas de aquecimento vocal utilizada por professores e compará-los com o que está descrito na literatura. Métodos: a pesquisa foi realizada com 15 professores de teatro do RS através de um questionário. Resultados: Doze (80%) de 15 professores utilizam exercícios de aquecimento vocal. Três (25%) dos entrevistados usam o 15 a 20 minutos de aquecimento, seis (50%) aplicam-se 10 minutos de exercícios vocais por aula e os demais (25%) utilizam 20-30 minutos de aquecimento vocal. As técnicas citadas pelos profissionais são variadas, a maioria foi encontrada na literatura, porém nem todos eles são eficazes ou dirigida para o aquecimento vocal. Conclusões: é importante diferenciar exercícios de aquecimento vocal a partir de técnicas utilizadas para melhorar o desempenho vocal, uma vez que, para realizar certas técnicas, é essencial que o aparelho fonador que estar preparado para uma melhor produção conjunta e vocal.

PALAVRAS-CHAVE: Voz / fisiologia; qualidade de voz, cordas vocais / fisiologia; prática profissional
Técnicas de aquecimento vocal no teatro Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.1, 83-8, jan-mar, 2004

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14. Alves PC, Braga SM, Pessoni MP. Performance de um grupo de coralistas na pré e pós-atuação fonoaudiológica. In: Ferreira, LP. SILVA, MAA. Saúde vocal - práticas fonoaudiológicas. São Paulo: Roca;  2002. p.133-53. 15. Viola IC. Religiosos Católicos: assessoria fonoaudiológica coletiva durante formação
profissional. In: Ferreira, LP. SILVA, MAA. Saúde vocal- práticas fonoaudiológicas. São Paulo: Roca; 2002. p. 235-49.
16. Pinho, SMR. Terapia vocal. In: Pinho SMR. Tópicos em Voz. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan; 2001. p. 1-17.  17. Behlau M; Pontes P. Avaliação e tratamento das disfonias. São Paulo: Lovise;1995.
RECEBIDO EM: 16/09/03
ACEITO EM: 23/11/03
Endereço para correspondência:
Rua Duque de Caxias, 1405/42
Cep. 90010-283 - Porto Alegre – RS Tel: 0xx(51) 3225.8584 Fax: 00xx(51) 3224.2010 - (051) 9979.3530
Aydos B, Hanayama EM, Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.1, 83-8, jan-mar, 2004

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Imaginação e improvisação em Stanislavski - Por: Sandro de Cássio Dutra

Geovana e Luciene numa improvisação sobre as drogas
Resumo: Mais do que qualquer outro teórico, Stanislavski tem exercido uma grande influência no pensamento e na prática teatral do ocidente no que concerne à atuação. Em seu ponto de vista, uma das principais tarefas do ator consiste em tornar explícitas as motivações da personagem que está representando e encontrar os meios pelos quais possa fazê-la se manifestar. Nessa tarefa criativa, a imaginação tem um papel crucial, já que, sem ela, segundo o teórico russo, não existe criação na arte. O exercício imaginativo representa o início do trabalho do ator, que, dispondo das circunstâncias para a improvisação, pode prosseguir, testando suas conjecturas em exercícios direcionados para a composição de
seu papel. 
Procuramos aqui apresentar algumas reflexões sobre os conceitos de imaginação e improvisação. Palavras-chave: Stanislavski, imaginação, improvisação, trabalho do ator. 
No final do século XIX e nas primeiras décadas do XX, o ideário que orientava a produção cênica e, particularmente, a interpretação do ator, foi combatido por Stanislavski. O diretor russo classificava como intuitivos, mecânicos, exibicionistas, convencionalistas e frios os trabalhos de seus colegas de arte. Reconhecia que, em muitos desses trabalhos, os clichês eram a base da interpretação. Assim, procurou elaborar um “sistema” que não só eliminasse o uso dos clichês, mas que, ao expressar suas idéias, pudesse excitar o ator, permitir a participação deste na criação, estimulá-lo a perceber a vida física e espiritual do personagem, fazê-lo interpretar de modo natural e vivo, dentre outros objetivos. Outra ideia que veiculava entre alguns diretores de teatro, contemporâneos de Stanislavski, era a noção de interpretação por meio da “inspiração”. Dessa concepção, o pesquisador russo reconhecia benefícios, mas não partilhava inteiramente do modo como era concebida, uma vez que não acreditava que a inspiração pudesse se manifestar em todos os momentos que o artista necessitasse, ou seja, ao seu bel prazer. 
E mais, o fato de ficar subordinado à inspiração significava abrir mão de métodos e técnicas para a criação cênica, contrapondo, desse modo, à possibilidade de se trabalhar profissionalmente o ator.
É importante lembrar que a principal fonte dos estudos de Stanislavski e de seu desenvolvimento teórico era derivada de sua própria prática criadora como ator, diretor e pedagogo. A cada nova ideia que surgia, o diretor russo testava-a, de imediato, na prática teatral, em seu laboratório, no Teatro de Arte de Moscou. Um dos objetivos que permeia seu sistema é o de dar respaldo ao ator “de modo que este possa criar a imagem correspondente a seu papel, revelando nela a vida do espírito humano, e personificá-la
.

AIDS - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ou Acquired Immune Deficiency Syndrome!


A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (sigla do inglês: Acquired Immune Deficiency Syndrome) se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV (sigla do inglês - Human Immunodeficiency Vírus). 
Síndrome: Grupo de sinais e sintomas que, uma vez considerados em conjunto, caracterizam uma doença. 
Imunodeficiência: Inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger contra microorganismos invasores, tais como: vírus, bactérias, protozoários, etc. 
Adquirida: Não é congênita como no caso de outras imunodeficiências. A aids não é causada espontaneamente, mas por um fator externo (a infecção pelo HIV). Este vírus tem período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

Sintomas
A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sintomas iniciais são geralmente semelhantes e, além disso, comuns a várias outras doenças. São eles: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e as meningites, por exemplo).

Formas de Contágio
Assim Pega:
· Sexo vaginal sem camisinha / · Sexo anal sem camisinha / · Uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa / · Transfusão de sangue contaminado / · Mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação / · Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.
Assim não pega:
· Sexo, desde que se use corretamente a camisinha / · Masturbação a dois / · Beijo no rosto ou na boca / · Suor e lágrima / · Picada de inseto / · Aperto de mão ou abraço / · Talheres e copos / · Assento de ônibus / · Piscinas, banheiros ou pelo ar / · Doação de sangue / · Sabonete, toalha ou lençóis.



Site de Pesquisa: http://www.vivacazuza.org.br/sec_acoes.php?sec=26