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| Geovana e Luciene numa improvisação sobre as drogas |
seu papel.
Procuramos aqui apresentar algumas reflexões sobre os conceitos de imaginação e improvisação. Palavras-chave: Stanislavski, imaginação, improvisação, trabalho do ator.
No final do século XIX e nas primeiras décadas do XX, o ideário que orientava a produção cênica e, particularmente, a interpretação do ator, foi combatido por Stanislavski. O diretor russo classificava como intuitivos, mecânicos, exibicionistas, convencionalistas e frios os trabalhos de seus colegas de arte. Reconhecia que, em muitos desses trabalhos, os clichês eram a base da interpretação. Assim, procurou elaborar um “sistema” que não só eliminasse o uso dos clichês, mas que, ao expressar suas idéias, pudesse excitar o ator, permitir a participação deste na criação, estimulá-lo a perceber a vida física e espiritual do personagem, fazê-lo interpretar de modo natural e vivo, dentre outros objetivos. Outra ideia que veiculava entre alguns diretores de teatro, contemporâneos de Stanislavski, era a noção de interpretação por meio da “inspiração”. Dessa concepção, o pesquisador russo reconhecia benefícios, mas não partilhava inteiramente do modo como era concebida, uma vez que não acreditava que a inspiração pudesse se manifestar em todos os momentos que o artista necessitasse, ou seja, ao seu bel prazer.
E mais, o fato de ficar subordinado à inspiração significava abrir mão de métodos e técnicas para a criação cênica, contrapondo, desse modo, à possibilidade de se trabalhar profissionalmente o ator.
É importante lembrar que a principal fonte dos estudos de Stanislavski e de seu desenvolvimento teórico era derivada de sua própria prática criadora como ator, diretor e pedagogo. A cada nova ideia que surgia, o diretor russo testava-a, de imediato, na prática teatral, em seu laboratório, no Teatro de Arte de Moscou. Um dos objetivos que permeia seu sistema é o de dar respaldo ao ator “de modo que este possa criar a imagem correspondente a seu papel, revelando nela a vida do espírito humano, e personificá-la.
É importante lembrar que a principal fonte dos estudos de Stanislavski e de seu desenvolvimento teórico era derivada de sua própria prática criadora como ator, diretor e pedagogo. A cada nova ideia que surgia, o diretor russo testava-a, de imediato, na prática teatral, em seu laboratório, no Teatro de Arte de Moscou. Um dos objetivos que permeia seu sistema é o de dar respaldo ao ator “de modo que este possa criar a imagem correspondente a seu papel, revelando nela a vida do espírito humano, e personificá-la.

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